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terça-feira, 21 de maio de 2013

Recital no Centro Universitário Maria Antonia - USP

Na quarta-feira, dia 22 de maio de 2013 às 20h, farei um recital no Centro Universitário Maria Antonia, da USP. O recital acontecerá em decorrência de eu ter recebido o prêmio de música erudita no "20º Programa Nascente" da Pró-Reitoria de Cultura da USP. O Centro Universitário Maria Antonia é um pólo cultural importantíssimo da cidade de São Paulo, onde são ministrados cursos, palestras e exposições de arte em excelência. Mas muito além disso, é um memorial histórico da cidade. Lá se deu a batalha entre estudantes da USP e do Mackenzie em 3 de outubro de 1968, no contexto da ditadura militar.

Eu fico honrado com o convite do Prof. Moacyr Novaes para esse recital... e fico até mesmo emocionado com a história do Centro Universitário Maria Antonia, que faz refletir sobre os tempos passados, o tempo presente e o vindouro também.




Sobre o repertório da noite:
Tocarei, de Johann Sebastian Bach, a Sonata BWV1001 em seus quatro movimentos, obra com a qual ganhei o prêmio supracitado. Também tocarei três estudos, três prelúdios e o Choro Nº1 de Heitor Villa-Lobos. E, além destas peças tradicionais do repertório erudito, tocarei também duas peças de certa tendência "cross-over", isto é, que ficam na fronteira entre a música erudita e a popular. São elas "Berceuse - Drume Negrita" de Leo Brouwer e "Eli's Portrait" de Sérgio Assad.

A quem interessar, está feito o convite!!!

Link para endereço e mais informações:
http://mariantonia.prceu.usp.br/

http://mariantonia.prceu.usp.br/


sexta-feira, 8 de março de 2013

Recital no UNASP-SP

Vai aqui pra vocês o convite pra um recital...
Música clássica para violão solo e piano solo...
Pra terminar, eu e meu amigo incrível pianista fenomenal, Richard Kogima, faremos um improviso sobre temas musicais espanhóis!

O recital será no Salão Nobre do UNASP Campus São Paulo às 20h deste domingo 10/3/13.
Informações sobre localização no site do centro universitário... E, abaixo, cartaz e programação!

http://www.unasp-sp.edu.br/




domingo, 28 de outubro de 2012

Música


Música não sou eu. O que importa na música não sou eu. Eu sou só músico, e o que importa mesmo é a música.

A música não deve servir para que eu prove alguma coisa a alguém. Eu, músico, é que devo, com a música, servir a Alguém.


terça-feira, 27 de março de 2012

o CD - primeiro ensaio

Na segunda-feira, dia 19 de março de 2012, aconteceu o primeiro ensaio para a gravação do disco. Nesse ensaio estivemos eu e dois dos convidados para a gravação: Jaime Jorge (violino) e Roberto Angerosa (percussão). Três caras ensaiando das 10h da manhã até às 16h20... um único arranjo, que é da melodia do hino "Foge Veloz Para o Monte" ("Flee As a Bird"). É uma melodia tradicional espanhola, que me acompanha há muito tempo...

Aí vão algumas fotos tiradas pelo meu primo, Christian Binemann, durante o ensaio... e um pouco sobre esses convidados:


Jaime Jorge

Quando eu ainda era pequeno e estava começando a aprender música, começando a ouvir e prestar atenção, o Jaime já tinha uma carreira que, lá dos EUA repercutia aqui no Brasil (e em tantos outros lugares do mundo!). Sua performance de altíssimo nível e sua música dedicada a D-s foram e são, para mim, uma inspiração muito forte. Eu sou muito grato a D-s porque hoje, sou amigo do Jaime, compartilho a minha música com ele... e ele toma parte. Assim, juntos fazemos algo que nos inspira, que pode inspirar a outros, e que dedicamos a D-s.



Roberto Angerosa

Logo na primeira vez em que eu estive envolvido com a Beth B'nei Tsion (o Templo Judaico-Adventista) foi que a amizade e parceria musical com o Roberto começou. Daí, então, veio o conhecimento mais de perto sobre esse mundo de percussões exóticas... esses instrumentos com sons capazes de nos levar para terras longínquas, no tempo e no espaço... fazendo-nos pensar e sentir tanto...
Já estamos tocando juntos há 5 anos, e poder me juntar a esse "mestre" Roberto Angerosa para gravar o meu CD é, sem dúvida, um presente de D-s (podendo, ainda, ser responsável por essa junção Roberto + Jaime Jorge, que presente, que honra!).




o CD - uma "definição"

Desde a primeira e última postagem sobre o CD até agora, muitas coisas aconteceram.
Vários contatos foram feitos, algumas questões foram resolvidas, idéias apareceram, até arranjos novos eu fiz!
Enfim, disso tudo, uma coisa eu gostaria de compartilhar aqui, agora. É que eu acho que encontrei um termo, uma expressão, não sei... para "definir" a música que eu venho fazendo e que estou trabalhando para gravar... o termo é: "música religiosa instrumental contemporânea".
A necessidade de um termo assim surgiu da pergunta razoável que era, até então, um tanto difícil de ser respondida: "Como é esse seu disco? É um disco de quê?" e gora eu digo: "É um disco de música religiosa instrumental contemporânea". Pronto.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

o CD


"Senhor,
Eu cheguei a isso.
O Senhor me deixa fazer uns sons...
Tanto em mim é Teu...
Acho que os sons não devem se perder.
E se eu puder mostrar isso, acho que pode ser bom..."

...

Umas palavras de uma reflexão minha... que explicam praticamente tudo sobre o "meu disco"... e assim vou tornando pública aqui um pouco da "saga" que pode ser fazer o tal disco.


quinta-feira, 3 de junho de 2010

Na Caixa de Música

Com a Glauce, ao final da transmissão do "Caixa de Música" exibido ao vivo em 11 de fevereiro de 2010 pela TV Novo Tempo.


Pra começar, o nome: Caixa de Música. Ótimo nome pra um programa de TV sobre música! Claro que nada é perfeito e muita gente diz "caixinha de música" em vez de Caixa. Como dizem, não importa tanto. Importa mais é que assistam e curtam. Que curtam as músicas boas que passam lá e a Glauce, que faz a gente se sentir à vontade!
Foi demais estar lá! Foi desafiador também porque, tocar violão ao vivo pra câmeras que vão te mostrar pro "mundo inteiro", não acontece todo dia.
Idéia e iniciativa do Edson Nunes (sujeito de muitas idéias e iniciativas), sob concessão da Glauce, participar do programa foi uma oportunidade de eu mostrar um pouco da minha música. A música que faço com as melodias que ouço desde feto (os hinos cantados na igreja). Música feita entre mim e D-s e as outras pessoas, os próximos.
Obrigado Edson, Glauce, Novo Tempo... espero produzir música que faça bem, cada vez mais!

domingo, 31 de maio de 2009

Os 7 estudos para violão de Carlos Alberto Pinto Fonseca


Dezembro de 2007, nos estúdios da Rádio Cultura FM de São Paulo.
Eu com o técnico de montagem, Gláucia Molina e Fábio Zanon.

Nesse momento, tínhamos acabado a montagem do programa Nº109 da série "O Violão Brasileiro" no semanal "Violão, com Fábio Zanon", transmitido entre Janeiro de 2006 e Maio de 2009 pela Rádio Cultura FM de São Paulo.
Nessa época, o programa apresentava compositores brasileiros. Alguns deles, totalmente desconhecidos dos violonistas.
Esse era o caso do mineiro de Belo Horizonte, Carlos Alberto Pinto Fonseca.
Seu nome vem sempre associado à música coral. Foi maestro e diretor do Coral Ars Nova por cerca de 40 anos e professor na Universidade Federal de Minas Gerais.
Sob sua direção o Coral Ars Nova chegou ao topo do que se realizou em música coral no Brasil, sendo um dos poucos coros brasileiros com relevância internacional.
Assim, como compositor, a maior parte do que escreveu é música vocal. Sua obra prima é a "Missa afro-brasileira", que consolida o caráter sincrético de suas composições, sendo que, como mineiro tradicionalmente católico, durante o período em que viveu na Bahia, apaixonou-se pela música negra.
Sua obra tem certo nacionalismo incutido a despeito de ter sido aluno de Koellreutter, contrário às tendências da geração de compositores anterior.
Os "7 Estudos para Violão Solo" foram escritos em 1972, dedicados a Carlos Barbosa Lima, um violonista brasileiro de virtuosismo e energia marcantes. Apesar disso, em sua maioria esses estudos são serenos e introspectivos. O primeiro alterna trechos conduzidos por melodias sinuosas e cantantes com momentos de vivacidade sincopada. O segundo faz alusão ao cromatismo sacro de César Frank por meio de uma figuração simples arpejada. O terceiro é uma homenagem a Villa-Lobos que explicita o caráter nacional deste ciclo de estudos. No quarto há um sentimento sacro e mineiro, homenagem a Bach... um tanto "viola caipira temperada". O quinto estudo surpreende com um rítmo nordestino numa harmonia chocante formada por quartas. Quartas estas, provenientes dos acordes de pestana no violão. O sexto é o ponto culminante do adensamento rítmico ao longo do ciclo. Também baseado num rítmo nordestino, esse estudo é seguido por um mais ameno, o sétimo, de caráter mais resignado, que fecha o ciclo falando de forma íntima ao ouvinte.

Gravar estes estudos foi um processo exigente e envolvente. Uma gravação de estréia, que julgo ser bastante importante para a música brasileira. Grande privilégio para mim ser o primeiro violonista a gravar 4 destes estudos. Outros três foram gravados por André Piredols, também a pedido do Fábio Zanon.
Contribuir com o programa do Fábio e com a Fundação Padre Anchieta, que faz parte da minha vida desde cedo com a TV, a Rádio e tudo mais... isso tudo foi inesquecível.

O programa radiofônico, que contém as gravações e foi fonte de informações para este texto, está disponível no BLOG "Violão com Fábio Zanon".

Fica aqui a minha sugestão aos músicos e, principalmente, aos colegas violonistas para que conheçam essa obra e seu compositor.